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Causas da Obesidade


http://www.fundacionalco.org/alcoPlus2.php

Ranking Mundial de Obesidade


http//www.wellingtongrey.net

Porque Somos tão Gordos?

Desfrutamos de um dos estilos de vida mais luxuosos da Terra: abundância de alimentos, trabalho automatizado, prazer sem esforço. Mas é exactamente este estilo de vida que nos está a matar.

Texto de Cathy Newman
Fotografias de Karen Kasmauski


Linda Hay tem 39 anos, 1,65m e pesa 142kg. Passou duas décadas a tentar (sem sucesso) perder peso, depois de recorrer a todos os meios imagináveis. Hoje, Linda está sentada no consultório do centro médico da Universidade de Virginia Commonwealth. A seu lado, junta-se Harvey Sugerman, o cirurgião que, dentro de duas semanas, irá conduzir um perigoso by-pass gástrico nesta paciente. O by-pass gástrico é uma intervenção cirúrgica importante que reduz a capacidade do estômago: da dimensão de uma garrafa de vinho, o órgão diminui para o tamanho de um pequeno copo. Em simultâneo, a cirurgia reconfigura o intestino delgado. Após a operação, a maioria dos doentes perde cerca de dois terços do peso excessivo no prazo de um ano. Porém, é uma intervenção cirúrgica arriscada: na lista de possíveis complicações contam--se embolia pulmonar, pneumonia, infecção, fístula de ligação dos topos do intestino que são suturados, com passagem do conteúdo para a cavidade abdominal e (num em cada cem casos) a morte.
Quando lhe pergunto o que a levou a decidir--se pela operação, Linda fala-me da humilhação que sente nos aviões, quando tem de pedir uma extensão do cinto de segurança; da relutância que experimenta em ir ao cinema porque as cadeiras são demasiado estreitas. Enumera os problemas de saúde associados ao peso: tensão alta, varizes, inchaços nos pés e tornozelos, depressão. “Consegue-se controlar o peso durante algum tempo”, diz. “A seguir, falha-se outra vez e ficamos ainda mais deprimidos.”

Leia o artigo completo na revista National Geographic, PÁG. 20 / AGOSTO 2004.
http://www.nationalgeographic.pt/articulo.jsp?id=1211677

Índice de Massa Corporal

O Índice de Massa Corporal (IMC) é um indicador de peso adequado proposto pelo astrônomo e matemático Belga Lambert Adolphe Jacques Quetelet (1796 - 1874) e que é comumente utilizado para classificar magreza, sobrepeso e obesidade em adultos a partir da relação entre o peso em kilogramas e a altura em metros quadrados (kg/m2). Esse instrumento apresenta algumas limitações e, por isso, vem sendo utilizado associado a outros tipos de indicadores da estrutura corporal.



CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL

















Fonte: Adapted from WHO, 1995, WHO, 2000 and WHO 2004.

Padrão e Bem-estar


Em uma entrevista concedida ao M de Mulher , a atriz Solange Couto contou que resolveu assumir seus quilos a mais e que está feliz assim, sim senhora. À pergunta O que é beleza para você? , respondeu: “É estar bem com você mesma. Essa magreza que todo mundo busca nunca foi minha meta. Todo mundo tem um encanto: descubra o seu.”, revelou Solange.

Há pessoas quem têm a constituição de uma pessoa gordinha. Tudo nelas é maior, inclusive a ossatura, mas nem por isso são feias. São aquelas que quando emagrecem demais ficam com aspecto de pessoas debilitadas, como se estivessem anêmicas. O que acho que deve haver é o bom senso. Barriga de fora é para as magras sim. Há várias opções de roupas e lingeries para gordinhas, além de lojas especializadas em tamanhos grandes e assumir seu peso e parar de tentar caber em manequins 38, pois fica muito feio e marca ainda mais os quilinhos a mais e a faz parecer ainda mais gordinha e desproporcional.

Sentir-se bem consigo mesma é a primeira atitude para tornar-se bela. A auto-estima elevada torna a pele mais bonita e os cabelos mais brilhantes. São os hormônios reagindo a essa sua felicidade. Apenas um lembrete: Não descuide da saúde, ser gordinha não significa ser obesa. Pessoas obesas têm maior propensão a várias doenças, entre elas a diabetes e hipertensão. Por isso, procure manter um peso que a torne saudável. No mais, viva em paz com a balança e seja feliz.

Texto extraído do: http://www.dasmariasblog.com/tag/gordinhas
Obra de Arte: "Vênus" de Fernando Botero

Influência dos Esteriótipos na Percepção da Obesidade



Por: Natália Canário Gomes
Ilustração: Fernando Botero 'Una Familia'

A Organização Mundial de Saúde define o sobrepeso e a obesidade como um acúmulo excessivo de gordura no corpo com níveis capazes de afetar a saúde, sendo considerados os maiores fatores de risco para diversas doenças crônicas. Atualmente, não só os países desenvolvidos apresentam um alto número de pessoas acima do peso ideal. O que vem acontecendo é um aumento, principalmente nas áreas urbanas, de casos de sobrepeso e obesidade mesmo em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.
Estes dados fizeram crescer o interesse nos programas de tratamentos para redução destas taxas. No entanto, o que se vê é uma grande preocupação com os hábitos alimentares e de atividades físicas, deixando de lado as diferentes percepções que existem não só acerca do tema, mas, também, dos indivíduos considarados gordos ou gordas. Tendo em vista este descaso, os autores Fernández, González, Lobera e Millán (2008), produziram o artigo “Influencia de los estereotipos en la percepción de la obesidad”, a fim de agregar aos projetos psicoeducativos que tratam da obesidade, os estereótipos e crenças sobre a mesma.
Segundo os autores, os estereótipos fazem com que percebamos os indivíduos com características específicas, de acordo com o grupo ao qual pertencem. Assim, uma só característica nos leva a inferir traços de personalidade, capacidade física e intelectual, etc, ainda que não se disponha de outros dados referentes à pessoa ou grupo em questão. Associado a isto, a aparência constitui-se num dos aspectos mais relevantes na formação das teorias implícitas da personalidade. Como o sobrepeso e a obesidade se expressam também em imagem, as pessoas que sofrem destas patologias são alvos recorrentes dos estereótipos.

Leia a matéria na íntegra em: http://estereotipos.net/category/crencas/page/2/

Causas da Obesidade


Estilo de vida
Pesquisadores já concluíram que o aumento da incidência de obesidade em sociedades ocidentais nos últimos 25 anos do século XX teve como principais causas o consumo excessivo de nutrientes combinado com crescente sedentarismo.

Embora informações sobre o conteúdo nutricional dos alimentos esteja bastante disponível nas embalagens dos alimentos, na internet, em consultórios médicos e em escolas, é evidente que o consumo excessivo de alimentos continua sendo um problema. Devido a diversos fatores sociológicos, o consumo médio de calorias quase quadruplicou entre 1977 e 1995.

Porém, a dieta, por si só, não explica o significativo aumento nas taxas de obesidade em boa parte do mundo industrializado nos anos recentes. Um estilo de vida cada vez mais sedentário teve um papel importante. Outros fatores que podem ter contribuído para esse aumento -- ainda que sua ligação direta com a obesidade não seja tão bem estabelecida -- o estresse da vida moderna e sono insuficiente.


Genética
Como tantas condições médicas, o desequilíbrio metabólico que resulta em obesidade é fruto da combinação, tanto de fatores ambientais quanto genéticos. Polimorfismos em diversos genes que controlam apetite e metabolismo predispõem à obesidade, mas a condição requer a disponibilidade de calorias em quantidade suficiente, e talvez outros fatores, para se desenvolver plenamente. Diversas condições genéticas que têm a obesidade como sintoma já foram identificadas (tais como Síndrome de Prader-Willi, Síndrome de Bardet-Biedl, síndrome de MOMO e mutações dos receptores de leptina e melanocortina), mas mutações genéticas só foram identificadas em cerca de 5% das pessoas obesas. Embora se acredite que grande parte dos genes causadores estejam por ser identificados, é provável que boa parte da obesidade resulte da interação entre diversos genes e que fatores não-genéticos também sejam importantes.


Doenças
Determinadas doenças físicas e mentais e algumas substâncias farmacêuticas podem predispor à obesidade. Além da cura dessas situações poder diminuir a obesidade, a presença de sobrepeso pode agravar a gestão de outras. Males físicos que aumentam o risco de desenvolvimento de obesidade incluem diversas síndromes congênitas (acima mencionadas), hipotiroidismo, Síndrome de Cushing e deficiência do hormônio do crescimento.

Certas enfermidades psicológicas também podem aumentar o risco de desenvolvimento de obesidade, especificamente disfunções alimentares como bulimia nervosa.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Obesidade